
Na manhã desta sexta-feira (12), o senador Weverton Rocha (PDT-MA) concedeu entrevista ao Bom Dia Mirante, onde abordou temas de relevância nacional e estadual, como a pauta da anistia no Senado, a CPI do INSS e o cenário político no Maranhão. Questionado sobre a possibilidade de tramitação da anistia no Senado, Weverton explicou como está o andamento deste tema.
“No Senado Federal, essa pauta não está em voga. Nós não estamos discutindo. O Colégio de Líderes também não tratou do assunto. Nos bastidores, lá atrás, até se tentou sondar o ambiente da Casa, mas hoje não vejo projeção para esse projeto no Senado. Essa discussão tem mais intensidade na Câmara dos Deputados”, disse
Sobre a CPI do INSS, o parlamentar avaliou que as comissões parlamentares, por natureza, já carregam um peso ideológico, mas destacou que a prioridade deve ser apurar responsabilidades e corrigir falhas administrativas.
“O mais importante é descobrir como tudo começou, quem se beneficiou e punir exemplarmente os responsáveis. Precisamos corrigir erros para que não se repitam. Mas basta assistir a uma sessão da CPI para perceber que ela é marcada por narrativas e disputas políticas”, destacou o parlamentar que falou ainda sobre a possibilidade de desgaste para o PDT, devido às citações ao ex-ministro Carlos Luppi, presidente nacional do partido.
“O PDT sempre foi atacado, desde sua fundação. Mas sempre teve ao seu lado a verdade e a correção. Essa investigação é fruto do governo Lula, da Polícia Federal e da CGU. Nos governos anteriores, tudo era engavetado. O Luppi nunca foi citado, nunca foi investigado. Ele enfrentou fortemente o sistema financeiro e, na primeira oportunidade, houve reação. Acredito que ele vai superar e o partido seguirá firme na defesa dos trabalhadores.”
Na questão estadual, o senador destacou a importância das agendas do governador Carlos Brandão em Brasília, inclusive em diálogo com o STF e outras instituições. Segundo ele, a visita fortalece o Maranhão e sinaliza maturidade política.
“Essas visitas são totalmente salutares. Mostra disposição para o diálogo republicano e fortalecimento das relações institucionais. O governador não fez nada escondido, foi tudo de forma oficial, transparente, o que é fundamental para baixar a temperatura do ambiente político e buscar entendimento.”
Por fim, Weverton ressaltou a necessidade de união no grupo governista do Maranhão e revelou que o presidente Lula deve intervir pessoalmente para pacificar o cenário.
“Estive com o presidente esta semana. Dois prefeitos do Maranhão, que estavam comigo, testemunharam quando ele disse que, em outubro, deve chamar o governador Brandão e outros atores políticos para tentar construir uma solução. O momento pede diálogo e maturidade para colocar os interesses do Estado acima das disputas”, finalizou o senador Weverton.
