O deputado federal Weverton Rocha (PDT) discursou, nesta terça-feira (30), no plenário da Câmara e manifestou preocupação com a aprovação da Medida Provisória 727/16, que cria o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para execução de empreendimentos públicos de infraestrutura e de outras medidas de privatização. O texto agora segue para votação no Senado.

O líder da bancada do PDT começou sua crítica fazendo uma analogia ao pato utilizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) durante o processo de admissibilidade do impeachment. “A Fiesp trouxe um pato, mas deveria ser um avestruz. Não é possível abrirmos mão de nosso papel de legislador, entregando nossas empresas públicas ao capital estrangeiro, independente de quem esteja no governo”, alertou.

Com essa medida, acrescentou Weverton, “o presidente terá amplos poderes para desestatizar, sem perguntar à esta Casa, se pode ou não pode, e se tem a nossa autorização. É inadmissível, imaginar, que o Congresso Nacional esteja dando um cheque branco para esse governo, que não teve a legitimidade do voto, decidir o que é bom ou que é ruim para a economia”, disse o pedetista, condenando a postura da Câmara em permitir o que ele considera de entreguismo.