Apesar de os números de novos casos e de mortes estarem em declínio e as atividades econômicas estarem sendo gradualmente retomadas, a pandemia do novo coronavírus ainda não acabou. A nova normalidade ainda impõe restrições a muitos setores da economia, houve perda expressiva de empregos e de renda e o país precisará de um tempo até se recuperar. Neste cenário, é importante que o auxílio emergencial de R$ 600,00 seja mantido, como instrumento de apoio à recuperação financeira das famílias afetadas pela crise e como meio de manter a economia do Brasil minimante aquecida.

O que se viveu no mundo nos últimos seis meses é um trauma de grandes proporções. Só no Brasil já perdemos 130 mil vidas. Milhares de pessoas tiveram que se isolar em casa para proteção individual e coletiva. O impacto disso na economia é severo e de longo prazo. E devemos lembrar que a economia brasileira já começou 2020 mal, registrando um PIB medíocre e com o desemprego nas alturas.

Se a economia do país está ruim, o efeito disso é ainda pior na vida de cada família, onde a dor da fome, dos apertos financeiros, das dívidas é real e palpável.

Muitos trabalhadores ainda não conseguiram o emprego de volta, muitos brasileiros e brasileiras ainda estão às voltas com dívidas contraídas nesses últimos meses, há postos de trabalho que se fecharam definitivamente em função das mudanças de hábitos de consumo e que levarão tempo até serem reabertos. E, em meio a tudo isso, ainda há a alta de produtos da cesta básica, como arroz e óleo, que afetam diretamente a vida das pessoas.

Não é razoável que nessas circunstâncias o auxílio emergencial seja reduzido pela metade, para R$ 300,00, como propõe o governo federal.

Estamos travando a mesma discussão do início, quando o governo federal queria que o auxílio emergencial fosse de apenas R$ 200,00 e o Congresso definiu por um valor maior. A diferença é que agora já temos os resultados para mostrar que os R$ 600,00 foram fundamentais não só para quem recebeu, como para toda a economia, que se manteve minimante graças a esses recursos extras que circularam no mercado.

O PDT trabalha para que valor do auxílio emergencial se mantenha em R$ 600,00. Afinal, o momento ainda é de emergência para milhares de famílias e o Estado tem o dever de auxiliar seus cidadãos quando eles precisam e de manter a economia funcionando até que ela possa retomar seu crescimento.

Weverton, senador e líder do PDT no Senado