O 1° de maio foi um Dia do Trabalho muito diferente. Não houve comemorações nas ruas, nem condições de aproveitar o feriado com os amigos. Passamos por esse dia, em um mundo completamente novo, surpreendidos pela pandemia do coronavírus, que virou o mundo de cabeça para baixo e está nos fazendo rever a forma de conviver e trabalhar.

Para alguns, o trabalho foi para dentro das casas. Muitos trabalhadores gostariam de sair para trabalhar, mas pela saúde pública, não devem; outros estão em campo para salvar vidas; e outros tantos para atender as necessidades essenciais de todos que precisam ficar em casa. Há também os que estão perdendo seus postos de trabalho. Infelizmente, esta é a realidade deste início de maio.

Tudo mudou, não sem grandes perdas. As maiores economias mundiais estão sofrendo com a queda do PIB. E no Brasil, o desemprego já aumentou. Mas o sacrifício econômico é necessário, porque nenhum bem é maior que a vida e a saúde. Como dizem os mais velhos, se Deus nos der saúde, pelo resto a gente luta. Deus nos dará, se fizermos a nossa parte.

Para que isso dê certo, e as pessoas possam ficar em casa, se cuidando, os poderes públicos precisam fazer a sua parte.

No Senado, todos os dias, estamos empenhados em reduzir os danos que a pandemia trouxe ao povo brasileiro. Aprovamos o auxílio emergencial de R$ 600,00 para informais e desempregados e aprovamos projeto ampliando as categorias que podem recebê-lo, evitando que os bancos descontem dívidas desse valor. Uma emenda minha garantiu que barraqueiros de praia e feirantes também passem a receber esse auxílio. A ampliação está nas mãos do presidente Jair Bolsonaro, que resiste em sancionar a lei.

Lamentavelmente, o governo federal tem sido lento em dar a resposta que as pessoas mais vulneráveis precisam, ao passo que foi rápido em editar medida provisória beneficiando as grandes empresas e permitindo a redução e suspensão de salários. Mas estamos pressionando para que os trabalhadores também sejam atendidos.

O nosso compromisso é continuar lutando para que essa crise seja superada, tanto com a recuperação da saúde, como da economia.

Num final de semana que deveria ser de festa, não há como deixar de lembrar os muitos trabalhadores que morreram vítimas do Covid-19 e de suas famílias. Para eles, toda nossa solidariedade.

Para os profissionais de saúde, de limpeza, de segurança, trabalhadores de serviços essenciais, muito obrigado!

Para todos os trabalhadores, vamos lutar por um futuro melhor. O momento é duro. Mas tudo isso vai passar. E no próximo ano, se Deus quiser, teremos motivos para comemorar.

Weverton, senador e líder do PDT no Senado