Foto: Magno Romero

O Senado aprovou nesta quarta-feira (11) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a transferência direta de dinheiro para estados, Distrito Federal e municípios por meio de emendas parlamentares individuais ao Orçamento. A PEC 48/2019 foi aprovada em dois turnos e segue para a promulgação. A proposta tem origem na PEC 61/2015 aprovada pelo Senado em abril. Como o texto foi alterado pelos deputados, teve de retornar ao Senado.

“Na prática, a PEC autoriza que os parlamentares mandem suas emendas direto para os estados e municípios. Isso vai facilitar muito. Vou dar um exemplo. Como deputado federal, mandei uma emenda para a Prefeitura de São Luís para a reforma de um campo de futebol na comunidade de Coroadinho. Passaram-se vários anos até a obra ser concluída por conta da burocracia. O caminho é longo para a liberação dos recursos”, explicou o parlamentar.

A aprovação da proposta permite que os repasses sejam feitos sem necessidade de convênio. As transferências são de dois tipos: doação, quando o parlamentar encaminha recursos para o governo ou a prefeitura sem destinação específica; e finalidade definida, quando a verba vai “carimbada” para um uso determinado. Com a PEC, a doação passa a se chamar transferência especial.

“Agora será possível enviar o recurso direto para a conta do município que licita, contrata, executa a obra e presta conta direto. Nós iremos economiza tempo. Todo o processo será mais ágil. Assim, nós poderemos atender ainda mais nossos municípios. Isso era uma reivindicação da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), sobre a qual conversei muito com o presidente Erlânio Xavier”, afirmou Weverton.

O texto prevê ainda que 70% das transferências especiais devem ser destinadas a investimentos e apenas 30% a custeio. A proposta proíbe a utilização da transferência especial para o pagamento de despesas com pessoal (ativo e inativo) ou encargos referentes ao serviço da dívida. A PEC também estabelece que 60% das transferências especiais realizadas no primeiro ano de vigência da emenda constitucional devem ser executadas até o mês de junho.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou a realização de sessão solene do Congresso Nacional hoje (12), às 17h, para promulgar o texto, que será a Emenda Constitucional 105.