O Plenário do Senado concluiu, nesta quarta-feira (23), a aprovação da reforma da Previdência (PEC 6/2019). As novas regras para aposentadorias e pensões para os trabalhadores entram em vigor após promulgação do Congresso Nacional.

“Foi simplesmente a decretação do fim da aposentadoria justa para as próximas gerações.

Houve uma lavagem cerebral e midiática para que se dissesse que esta reforma era boa para o Brasil. Tem gente humilde achando que é verdade. Infelizmente, daqui a alguns anos, quando uma pessoa for requisitar a sua aposentadoria vai ver que esta reforma, que tanto falaram que era boa para o país, na verdade não é”, afirmou o parlamentar.

No funcionalismo público, o texto aprovado afeta 1,4 milhão de servidores na ativa e também os inativos, que passarão a pagar alíquotas maiores para contribuição previdenciária.

Quando a PEC for promulgada, quem entrar no mercado de trabalho terá que completar 65 anos, se homem, e 62 anos, se mulher, para cumprir o requisito de idade mínima para aposentadorias.

“Teremos sim velhos mais pobres e veremos isso daqui a 10 anos. O trabalhador se aposentará com menos 20% dos seus benefícios, a viúva perderá seu poder aquisitivo do dia para noite e os funcionários públicos também sofrerão perdas grandes com a possibilidade de criação de taxas extraordinárias que podem consumir 50% do seu salário”, enfatizou Weverton.

O senador fez ainda uma avaliação da postura do PDT durante todo o processo de análise e votação da reforma.

“Nós deixamos clara a nossa convicção de que a proposta não é boa para o Brasil. Fizemos o nosso bom combate e não tenho dúvidas de que vamos continuar nessa luta de cabeça erguida.

Espero que, essa Casa, que falou tanto em altivez e em olhar para frente, tenha coragem de enfrentar os bancos, as petroleiras e esse sistema perverso econômico que sempre empobrece e enfraquece os mais fracos”, ressaltou.

Destaque

O texto-base da reforma foi aprovado ontem pelo Senado por 60 votos a 19.. O Partidos dos Trabalhadores (PT) apresentou um destaque para evitar que a reforma retirasse do texto constitucional a possibilidade de aposentadoria especial de trabalhadores que exercem atividades com efetiva exposição a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos. O destaque foi aprovado pelos parlamentares.

“Essa emenda foi um alento a essa perversa reforma. O senador Paulo Paim (PT-RS) merece todo o reconhecimento por conseguir tocar no coração de muitos aqui que fizeram uma reflexão e deixaram de prejudicar nossos trabalhadores mais vulneráveis, aqueles que exercem funções em níveis altíssimos de periculosidade. Estou aqui para agradecer aos que resistiram e fizeram o bom combate”, declarou Weverton.

A promulgação do texto aprovado da reforma da Previdência ainda não tem data marcada, mas deve ocorrer em novembro.