Weverton Rocha repudia agressões contra jovens e índios

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O deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) criticou na terça-feira, 1, as agressões registradas contra jovens e índios que manifestam contra a desapropriação de uma área indígena no centro em Brasília. O parlamentar acompanhou a visita da Comissão de Direitos Humanos da Câmara ao Santuário dos Pajés, local conflito que envolveu jovens estudantes, famílias indígenas e seguranças de empreiteiras. De acordo com os manifestantes, os seguranças das empresas usaram cassetetes e até equipamentos de choque nas agressões.

O conflito ocorre em razão da construção do Setor Habitacional Noroeste, que deverá abrigar cerca de 80 mil pessoas. A área destinada à construção do bairro abriga famílias de várias tribos indígenas desde a década 1980. No entanto, como ainda não há definição sobre o perímetro exato para preservar os indígenas, os embates passaram a ser constantes no local.

“O objetivo da nossa visita é buscar um entendimento para solucionar esse impasse. Mas não serão toleradas agressões contra jovens e família indígenas”, afirmou o deputado Weverton Rocha, que teve acesso às fotografias de estudantes com diversos hematomas. “O governo do Distrito Federal já foi advertido sobre esses abusos. É nosso dever como parlamentar colaborar ao máximo nas apurações dessas denúncias” completou.

Além do deputado Weverton Rocha participaram também da visita a presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputada Erika Kokay (PT-DF), José Antônio Reguffe (PDT-DF) e Domingos Dutra (PT-MA). Os parlamentares sugeriram a realização de uma Audiência Pública na Câmara dos Deputados com a presença das empreiteiras envolvidas na construção do Setor Noroeste, além de representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

A briga pela posse da área do novo setor habitacional, de aproximadamente 50 hectares, já corre na justiça. Os índios deverão permanecer com apenas cinco hectares conforme a última decisão judicial. O Tribunal de Justiça e Territórios do Distrito Federal proferiu decisão em favor das construtoras determinando que o terreno deverá permanecer como está até que a juíza da 2ª Vara Federal, encarregada por analisar a situação, profira sua decisão final. Os advogados das construtoras alegam que o impasse pode estar muito perto do fim. Por outro lado, as lideranças recusam as propostas ofertadas, como remoção para outra área ou compensação financeiras.