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O deputado federal Weverton Rocha afirmou durante manifestação realizada por 31 categorias da segurança pública, nesta quarta-feira (8), em frente ao Congresso Nacional, que o PDT lutará para que a reforma da Previdência não seja aprovada do modo que foi enviada pelo Executivo. “Não vamos aceitar que o trabalhador pague o pato”, disse ele, numa referência ao pato gigante colocado pela Fiesp na Esplanada durante o processo de impeachment, com o slogan “não vai pagar o pato”. “Os grandes empresários de fato não estão pagando”, afirmou, “o governo mandou a conta para o trabalhador”.

Weverton criticou em seu discurso a visão fiscal que o governo está dando à Previdência, órgão que foi criado para ter uma função social. Disse que não é aceitável a regra de aposentadoria aos 65 anos valer de modo igual para todo o Brasil, embora existam grandes diferenças regionais em expectativa de vida; posicionou-se contra igualar a idade para aposentadoria de homens e mulheres; e apoiou a demanda de tratamento diferenciado para aposentadoria de profissionais da área de segurança pública.

Além de participar em apoio à manifestação, onde estavam presentes centenas de policiais do Maranhão, o deputado também recebeu, na terça-feira, na Liderança do PDT o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol-MA), Rayol Filho, a diretora de Comunicação, Inara Rodrigues, e o diretor Administrativo, Thelson Bruno, que pediram apoio contra a proposta de aumentar o tempo de contribuição para aposentadoria integral do policial. A categoria alega que no Brasil, a expectativa de vida média dos policiais é de 55 anos e as novas regras tornam a aposentadoria impossível. Weverton afirmou que, como líder do PDT, trabalhará para que a reforma aconteça respeitando os direitos dos trabalhadores.