Weverton anuncia que oposição vai obstruir pauta em protesto contra a prisão de Lula

O líder da Minoria na Câmara, deputado Weverton (PDT), anunciou no início da sessão desta terça-feira, em Plenário, que os cinco partidos que compõem o bloco da Minoria vão obstruir a pauta da votação esta semana em manifestação a favor do fortalecimento do estado democrático de direito e em protesto contra prisão arbitrária do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Minoria é um bloco formado por PDT, PT, PCdoB, PSB e PSOL.

Segundo o deputado Weverton, a obstrução é uma forma de chamar a atenção para o grave momento pelo qual passa o Brasil. “Não se trata apenas mais apenas da questão pontual da prisão do ex-presidente Lula, mas de para onde essa medida nos leva”, pontuou Weverton.

Prisão arbitrária

Weverton criticou a forma açodada como foi decretada a prisão do ex-presidente, que na sua avaliação é política e motivada pelo interesse em evitar que Lula concorra à Presidência nas eleições de outubro deste ano. Ele criticou também a proibição de visita a Lula de nove governadores, incluindo Flávio Dino, do Maranhão.

Para o deputado está havendo uma intromissão excessiva do Judiciário na política. “Se um juiz quer fazer política, que deixe o cargo e vá concorrer nas urnas, como fez o governador Flávio Dino”, afirmou.

O deputado também criticou o preconceito que muitas pessoas do sul do país têm demonstrado pelo fato de o ex-presidente ser um nordestino. “Eles não vêem que é um ex-presidente da República que incluiu milhões de brasileiros que não sabiam o que é ter três refeições por dia, ter uma casa própria, ter acesso à universidade”, afirmou.

Reunião com Maia

A pedido da Minoria, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), marcou uma reunião nesta quarta-feira com todos os líderes da Casa para discutir a atual conjuntura e o momento político que o País passa.

Weverton diz que a reunião é importante porque é preciso que as pessoas de bom senso conversem agora para evitar que a crise política se aprofunde ainda mais, com consequências imprevisíveis para o Brasil.