Reforma política: PDT votará favorável a fundo público e libera bancada sobre sistema eleitoral

85

O PDT irá liberar a bancada na votação do sistema eleitoral. “A maioria dos deputados é contra o sistema do Distritão, mas há divergências, então vamos liberar o voto”, explicou o líder da bancada, deputado Weverton Rocha (MA). O partido, no entanto, fechou questão quanto à criação de um fundo público para a campanha. A decisão sobre os dois pontos considerados mais polêmicos na proposta de reforma política foi tomada em uma reunião nesta terça-feira, na qual estiveram presentes todos os deputados federais e o presidente do partido, Carlos Lupi.

A maioria dos deputados pedetistas considera que o Distritão dificulta o acesso das minorias à política e enfraquece a organização partidária. Alguns, no entanto, consideram que o voto majoritário para deputados é uma saída para melhorar a representação política no atual momento do País.

O consenso é de que o sistema ideal seria o sistema Distrital-Misto, que elege em parte pelo voto majoritário e em parte por lista do partido. Como não há essa possibilidade na PEC que está sendo analisada pela Câmara, o partido não fechou questão e os deputados estão livres para votar de acordo com suas convicções.

Fundo de público campanha

A criação de um fundo público para financiamento de campanha é considerada por todos os deputados do partido como uma medida importante para moralizar o processo eleitoral. Os parlamentares pedetistas, no entanto, irão propor a redução do valor de R$ 3,6 bilhões, proposto pela comissão especial que tratou da reforma política.

Weverton Rocha diz que é preciso diminuir o valor do fundo em função da crise econômica pela qual passa o Brasil, mas defendeu o financiamento público de campanha como uma solução mais barata e transparente para a população. “O fundo vai garantir recursos claros e legais”, afirmou. Sobre as críticas de parte da população sobre destinar recursos públicos para os candidatos, o líder do PDT considera que “é melhor ser criticado agora, mas fazer uma eleição limpa no ano que vem”.