Deputado federal Weverton Rocha participa do programa Expressão Nacional, da TV Câmara

O líder do PDT e deputado federal, Weverton Rocha, participou, na noite da última terça-feira (12), do programa Expressão Nacional, da TV Câmara. Além do pedetista, foram convidados para comentar sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff os deputados Carlos Marun, do PMDB de Mato Grosso do Sul; Joaquim Passarinho, do PSD do Pará; e Paulo Teixeira, do PT de São Paulo.

Weverton Rocha Pgm Expressão Nacional foto Zeca Ribeiro Câmara dos Deputados (2)Durante o programa, Weverton falou sobre o estado de ânimo dos brasileiros na semana da votação do impeachment. “Na democracia que vivemos e que sonhamos, você chegar, em pleno século XXI, ter que dividir a principal praça que representa o espaço democrático do nosso país, pra evitar confrontos físicos,  percebemos a forma clara do nível de intolerância no embate ideológico e político do nosso país”, lamentou. Ele alertou ainda sobre os riscos para a democracia, em caso de impeachment. “Ao criar um argumento que não existe, diga-se de passagem, para tirar, de forma forçada, um presidente eleito da República, acredito que isso é muito duro, vai ficar marcado para as próximas gerações, criando um ambiente de instabilidade em um regime presidencialista”, afirmou.

Weverton também opinou sobre moral e ética, pedindo mais discernimento para superar a atual crise política. “Não podemos admitir, que de um escândalo, a gente não faça de um limão, uma grande limonada. O momento é depurar. Depurar, é dizer que o Brasil não tolera a corrupção, que o brasileiro não tolera a impunidade, e que nós estamos vigilantes”, disse.

O parlamentar, direcionando-se aos maranhenses, pediu a compreensão e o apoio dos conterrâneos sobre o seu posicionamento contrário ao impeachment. “Eu tenho duas opções. A primeira, é deixar passar toda essa confusão e ficar quieto. A segunda, é ser protagonista, participando, diretamente, desse debate. Não cheguei aqui, através de financiamento de pessoa jurídica, sendo filho de um grande político, ou através de grupos tradicionais. A nossa decisão é extremante política, ideológica, em defesa da democracia, da Constituição. Tenho certeza que Deus irá abençoar todo esse país, porque você, trabalhador brasileiro, é muito maior do que qualquer crise”, ponderou.