Agentes Comunitários: Investimento na Saúde Básica do Brasil.

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Na semana em que comemoramos o Dia da Democracia e o Dia do Servidor, valorizar o trabalho dos agentes comunitários de saúde é investir na saúde básica no Brasil. Lutar por um piso salarial justo é o mínimo que podemos fazer para garantir atendimento a milhares de brasileiros, cuja única forma de acesso à saúde pública é por meio desses profissionais.

São mais de 250 mil trabalhadores que atuam em mais de 5,4 mil municípios com prevenção de doenças e promoção de saúde, como combate à dengue e à malária. São esses profissionais que garantem maior qualidade de vida a 125 milhões de pessoas atendidas pelo Programa Saúde da Família.

Infelizmente, como não há um mínimo salarial, muitos municípios transferem apenas um salário mínimo dos R$ 950 mensais repassados pelo governo federal para cada agente comunitário. O restante dos recursos são utilizados para outras finalidades. O governo se opõe ao projeto porque não quer arcar com os reajustes anuais do piso e propõe que esse aumento seja custeado por outro ente, seja Estados ou municípios, que alegam não ter capacidade financeira para pagar a conta. Mas, precisamos dialogar para encontrar uma solução que não prejudique esses profissionais que lutam há mais de sete anos pelo piso salarial.

Abandonar esses trabalhadores significa colocar a saúde pública em segundo plano. Reconhecer o trabalho da categoria é um compromisso da bancada do PDT na Câmara Federal. E vamos trabalhar para encontrar um consenso e aprovar o piso de R$ 950 mensais. Sabemos da importância de cada agente comunitário de saúde quando andamos pelo interior do Maranhão. Vemos a angústia de muitos brasileiros que esperam ansiosamente a visita do agente, muitas vezes os únicos a garantirem atendimento de saúde em municípios de acesso remoto. Para um país desenvolvido, saúde deve ser prioridade de investimento.

*Weverton Rocha é deputado federal pelo PDT/MA