A Veja cacareja para seus leitores, mas bota os ovos para o desemprego deles.

Em dezembro de 2009, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi começou um périplo pelo Maranhão e seus 330 mil m2. Percorreu oito cidades em dois dias. A segunda maior cidade do estado, Imperatriz com quase 300 mil habitantes na região sul, estava no roteiro. Porém, também chegou em Icatu, perto da capital, no norte, com pouco mais de 20 mil. Na bagagem, a entrega de certificados do Projovem, o programa responsável pela qualificação profissionais dos jovens.

Lupi foi, no dia 11 a Icatu, Santa Rita e São Luís, no Norte, e ainda Pinheiro, no Oeste. No dia 12 cumpriu agenda em Imperatriz, Açailândia, Grajaú, as três no sul. No dia 13, Timon, no Leste. Na comitiva, entre outros, o então ex-governador Jackson Lago (PDT) e o assessor especial do Ministério e atual deputado federal, Weverton Rocha (PDT-MA).

Neste fim de semana, uma fonte de primeira linha garante que a revista Veja abre sua artilharia contra o ministro e as circunstâncias desta viagem. Segundo ela, envolta em esquemas milionários de pagamentos de aeronaves, favorecimento de empresas e toda sorte de desmandos administrativos.

Os dois aviões Sêneca 3 que transportaram a comitiva e equipes de reportagem pertenciam a aliados do ex-governador Jackson Lago, falecido no início deste ano após sofrer o maior golpe judiciário brasileiro, como costuma repetir o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, Edson Vidigal.

Vem por aí que este mesmo grupo pagava contas superfaturadas em solo. Ora, os próprios prefeitos organizaram suas festas para a entrega dos certificados, além de comida e transporte da comitiva, o que é natural.

Isto é, muita fumaça e pouco fogo.

O ministro, ao ler a revista, o que vai dizer sobre este fato. Percorreu oito cidades cruzando o estado, levou programas do governo federal para jovens que hoje estão no mercado de trabalho e sem que o contribuinte gastasse um tostão com transporte ou outro item qualquer.

Uma boa sugestão é parafrasear Brizola: a Veja cacareja para seus leitores, mas põe os ovos para o desemprego deles. Pois, sem estas políticas públicas que aceleram a entrada de jovens no mercado do trabalho acontece a desaceleração da economia e os leitores da revista perdem seus empregos!

Por Frederico Luiz

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