A Escola Latino-Americana de Medicina e o Brasil

Reitero minha posição favorável à revalidação dos diplomas de estudantes brasileiros formados pela Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), com sede em Havana, capital de Cuba. Considerando que 75%, em média, dos acadêmicos da ELAM são oriundos de setores operários, camponeses e de zonas afastadas de cerca de 55 países subdesenvolvidos, colocar-se contrário ao reconhecimento, em terras brasileiras, desses novos médicos significa opor-se também à construção de um Ensino Superior cada vez mais democrático e popular.

Rusgas ideológicas não podem semear a discussão desse tema quando o que está em jogo é a oportunidade de milhares de jovens socialmente excluídos adquirirem formação universitária e humanista para atuarem, posteriormente, em suas comunidades. Sem falar na contribuição da Escola cubana para amenizar o déficit de médicos no país, como revelado por pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2008: um médico para 595 habitantes enquanto no resto do mundo é de 300 médicos por habitante.

Pelo desenvolvimento das áreas de educação e saúde no Brasil, é que digo sim à oficialização dos diplomas de Medicina expedidos em Cuba.
Deputado Weverton Rocha (PDT-MA)