A imprensa e o Parlamento são indispensáveis à democracia, diz Weverton

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) disse nesta quinta-feira (14) que a imprensa e o Parlamento são fundamentais para a democracia. A afirmação foi feita durante a sessão especial em homenagem aos 98 anos do jornal Folha de São Paulo, no Plenário do Senado.

“O Congresso e os veículos de comunicação devem contribuir cada vez mais para que o Estado saiba entender a evolução da sociedade, e estar atento às suas expectativas e aspirações de desenvolvimento econômico com justiça social”, ressaltou.

O senador falou também sobre a importância do direito da sociedade se expressar livremente.

“Tenho sentido um clima no Congresso Nacional de medo e das pessoas cautelosas de falarem suas opiniões por eventuais perseguições. Nós estamos percebendo um ambiente extremamente difícil. Precisamos ter coragem de dizer que o fascismo não pode vencer a democracia. Temos que ter, mais do que nunca, esta altivez para ter a coragem de dizer que o regime democrático é muito maior do que qualquer projeto de poder de quem quer que seja”,

Durante a sessão, foi feita uma homenagem “in memoriam” a Otavio Frias Filho, diretor de Redação do jornal que morreu em agosto do ano passado, aos 61 anos.

“Otávio Frias foi o responsável pela reforma editorial que começou a ressuscitar a imprensa brasileira em meados da década de 70, acordando-a do sono letárgico em que fora arremessada pela censura”, ressaltou.

O senador falou ainda sobre a relevância do trabalho realizado pela Folha de São Paulo.

“A Folha destaca-se como veículo de comunicação que teve a coragem de fazer uma autocrítica, à medida que criou a figura do ombudsman, crítico do próprio jornal, a revelar, portanto, aquilo que a democracia mais preza, ou seja, a ideia de que nela há erros e acertos.

Desejo que a Folha siga, para o bem da democracia, priorizando o apartidarismo, a imparcialidade e a interpelação jornalística das autoridades públicas, fazendo da informação e do conteúdo o seu maior capital. Vida longa à criatividade, à inventividade e à liberdade de imprensa a serviço do Brasil”, afirmou.